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REPORTAGEM ESPECIAL Como anda o hábito de leitura em Palmares?

By on março 14, 2014
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Por Diego Di Luca – Jornalista.

Para a filosofia (busca pela sabedoria), a prática da leitura, seguida de reflexão do que foi lido, é uma ferramenta para o conhecimento. Aliada à isso, a sociologia (estudo da relação das pessoas entre si e na sociedade) adjetiva a leitura como conhecimento e desenvolvimento.

Segundo dados da edição de 2012 da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, encomendada pela Fundação Pró-Livro e pelo Ibope Inteligência, apenas 24% dos brasileiros cultivam o hábito da leitura. Foram entrevistadas para a pesquisa 5.012 pessoas em 315 municípios brasileiros. Este número é ainda mais alarmante quando comparado à pesquisa de 2007, na qual foi constatado a queda de 9,1% no número de leitores, que já apresentava a preocupante média de leitura de apenas um livro por ano por cidadão do País.

Fazendo um paralelo com um dos países mais desenvolvidos em níveis gerais, nos Estados Unidos os norte-americanos leem, em média, 11 livros por ano.

O Palmares News, nesta Reportagem Especial, foi buscar informações sobre este hábito no nosso universo.

Na Biblioteca Pública Osvaldo Bins, de acordo com a servente da Secretaria de Turismo, Cultura, Desporto e Lazer de Palmares do Sul, Nelci Braga Vieira, em média 20 pessoas por semana, de todas as faixas etárias, tiram livros dos mais variados temas. Ela diz que, inclusive, tem um público feminino fiel à romances e literatura. Nelci destaca que do ano passado para cá aumentou a procura pela leitura e que as escolas usam pouco a biblioteca pública.

Como curiosidade, ela conta que três livros especiais, que narram a história de Palmares, são procurados quase que diariamente; seja por estudantes ou mesmo por moradores querendo conhecer as raízes e o desenvolvimento da sociedade.

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“A prática da leitura é muito boa e importante. Procuramos incentivar os leitores para que terminem um livro e já tirem outro”, comenta ela.

Na biblioteca da Escola Estadual Albano Alves Pereira, encontra-se um dos maiores e mais ricos acervos do município. Pode ser usado tanto por alunos quanto pela comunidade em geral.

Lá, conversamos com a pedagoga Inez Baptista Freitas, que está atuando como bibliotecária. Ela informou que de cada 100 alunos que tiram livros, no máximo 15 os buscam pelo prazer da leitura; e que raramente aparece alguém que não seja da comunidade escolar buscando livros. “Temos nesta biblioteca ótimos livros de literatura e pesquisa, como a Barsa e Mirador. Recentemente, novos livros chegaram para o acervo”, comenta.

Devido à sua formação, pedimos a opinião de Inez sobre o tema da reportagem; e ela foi enfática quanto ao pouco incentivo, tanto de casa como escolar:

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“Falta incentivo na formação do cidadão, enquanto criança. O pai deve contar histórias, as escolas devem cobrar mais já nas séries iniciais. Hoje em dia a internet bagunçou muito. O aluno não se interessa e chega despreparado para provas e para o vestibular. E isso acarreta em problemas como português incorreto, se expressam mal e podem prejudicar seu futuro”, analisa a pedagoga e pós-graduada em Psicomotricidade.

Conversamos também com a professora de Literatura da Escola Albano, Lisandra Moraes Santanna Osório. Ela revelou uma novidade na prática didática: além do teor conceitual, a professora adotou a música na sala de aula. Segundo ela, é uma forma atrativa adaptada à nova juventude. Lisandra afirma que com a música os alunos conseguem assimilar novos conteúdos.

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“Hoje em dia encontramos uma certa dificuldade para lidar com a prática da leitura. Com este modelo, música e colagens, procuramos incentivar os alunos, fazendo movimentar a biblioteca”, comenta.

Sobre a internet, ela apontou os prós e contras: “Tem livros prontos e alguns alunos pegam as cópias de resumos apenas por preguiça. Isso não tem valor nenhum e o trabalho é zerado. Porém, se bem utilizada, a internet serve para se fazer boas pesquisas relacionadas aos temas trabalhados”. livro luz

A importância do livro: “O livro jamais será substituído. Com ele podemos trabalhar e analisar a capa, ilustrações e todo um contexto. Procuro tratar com naturalidade. O primeiro livro do ano letivo o aluno tira conforme seu gosto e identificação”, destaca a professora.

Em linhas gerais, analisando a leitura na sociedade palmarense, Lisandra lamenta por muitos pensarem que este hábito é perda de tempo. Ela sugere a busca por um local adequado para a prática, com boa ambientação, para que haja uma leitura agradável e se mantenha este importante hábito; e finaliza destacando que ela participa de um grupo de pessoas que possuem livros e vão fazendo um sistema de rodízio, dividindo a literatura entre si: “Isso pode ser um exemplo de incentivo. Muita gente tem livros bons, e formando grupos, principalmente entre amigos, é possível ir repassando leituras e conhecimento. Sempre há tempo para adquirir esta prática”, relata.

RE citaçãoAssim, essa Reportagem Especial conclui que o hábito de leitura é extremamente importante para o desenvolvimento do raciocínio, do senso crítico e da capacidade de interpretação.

Com base na conceituação e nas entrevistas, mostra-se que a leitura estimula a imaginação, proporciona a descoberta de diferentes hábitos, amplia o conhecimento e enriquece o vocabulário. Além de evoluir culturalmente, o cidadão encontra-se com seu autoconhecimento e tem conteúdo para participar na construção de uma sociedade politizada.

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