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Avestruz envergonhado

By on março 22, 2014
coluna gustavo ok

Os recentes assassinatos em Palmares do Sul trouxeram novamente ao debate o tema da (in) segurança pública. E é importante que se diga que não se pretende aqui esmiuçar os detalhes desses crimes, mas sim a segurança como política de Estado. O que preocupa, além da brutalidade destes delitos cometidos no município, é o aumento das ocorrências desta natureza nos últimos anos. No entanto, esse crescimento vertiginoso nos índices de homicídios e afins não é um problema apenas municipal ou estadual. É nacional. Por isso, o temor da população diante destes números alarmantes.

Por mais que vivamos sob o signo do desenvolvimento econômico, do pleno emprego, da ascensão social, continuamos patinando em educação, saúde e, principalmente, segurança pública. E o mais lamentável é que não exista um plano de contenção da criminalidade. Hoje, o cidadão que concede compulsoriamente cinco meses do seu trabalho para pagar os impostos devidos ao Estado, vive à mercê da (boa) vontade dos bandidos. Agora, quando este mesmo cidadão de bem clama por mais proteção deste Estado, zeloso na arrecadação e alheio ao que ocorre em seus domínios, nada ou muito pouco é feito.

Criou-se no Brasil um relativismo moral sem precedentes, onde uma parte considerável da sociedade transformou os bandidos em vítimas. Não hesitam, por vezes, em colocar toda a culpa pelas mazelas brasileiras nas polícias. Existe até mesmo, nesse sentido, uma tentativa de desmilitarização dos órgãos oficiais de segurança. Nada mais normal, após o Estado desarmar o cidadão de bem. Contudo, não se pode isentar os erros cometidos pelos policiais, mas nada justifica toda esta ojeriza de alguns grupos e entidades às autoridades policiais.

Teremos pela frente um ano adverso, com a Copa do Mundo no Brasil, mas principalmente com as eleições em nível Estadual e Federal. Espera-se, após a “onerosa e inesquecível” competição mundial da FIFA, que os brasileiros lembrem dos políticos que nada fizeram para mudarem esta realidade da segurança pública e rechacem, através do voto, os demagogos de plantão, os partidos de aluguel e os oportunistas de plantão. Só assim, pelo voto, o Brasil poderá dar um passo à frente e deixar de ficar com a cabeça dentro de um buraco escuro e hostil, como um avestruz envergonhado.

Gustavo Assinatura

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