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Previsão de El Niño preocupa produtores de arroz do Rio Grande do Sul

By on julho 29, 2014
Lavoura Foto Márcia Campos

Os produtores de arroz do Rio Grande do Sul se preparam para o plantio, que deve começar em setembro. Os bons preços poderiam incentivar o aumento de área, mas o excesso de chuva provocado pelo fenômeno El Niño deve comprometer a produtividade.

“As chuvas na região norte e fronteira oeste acabaram alagando áreas de várzeas. As outras áreas que não foram alagadas também estão com dificuldade de fazer o preparo de solo. E isso vai atrasar o início do plantio”, relata o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Osorio Dornelles.

A expectativa do setor não é de boa produtividade. A área deve se manter a mesma do ano passado e a produção também – 1,8 milhão de toneladas. Outro fator que preocupa é o custo de produção, já que os preços devem aumentar.

O Instituto Riograndense do Arroz (Irga) orienta os produtores rurais a adotarem estratégias preventivas para o próximo plantio. Para isso, é preciso levar em conta as condições em que se encontram as lavouras. Para quem fez rotação com a cultura da soja, a situação é bem melhor.

“O que eu acho um aspecto positivo é esse aumento de soja em áreas de arroz no Rio Grande do Sul. Ano passado, se cultivou 302 mil hectares e as áreas que tiveram soja estão prontas. Outra recomendação importante para quem faz rotação com soja e milho, levando em conta essa previsão, é evitar semear em áreas muito baixas”, diz o agrônomo do Irga Rodrigo Schoenfeld.

Já para os produtores que não fizeram o preparo do solo antecipado de verão, o cenário é diferente e merece atenção. “O ideal é que ele faça daqui pra frente o menor preparo possível, pra evitar usar rolo”, relata o agrônomo.

A recomendação é que o produtor plante a partir do começo de setembro e se estenda até a primeira semana de novembro. Uma estratégia, segundo Schoenfeld, é repartir a plantação entre os meses: plantar mais em setembro, 60%, e 40% em outubro, por exemplo. “O problema sempre aumenta em anos de El Niño a partir do final de outubro”, lembra.

Fonte: Canal Rural

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